Patrícia Reis,
Agora mesmo, sem cuidado, sem saber como, vou saltar da janela. Não é caso para ter medo, é um primeiro andar, afinal. Como sou um anjo não tenho outro remédio. Terei mesmo de saltar. Voarei até à outra margem e verei uns pescadores. Tentarei não olhar a cidade. Ficarei de costas para uma porção do rio, das águas sujas. Quando o sol se for, dormirei. Hoje não serei um anjo nocturno.
Hoje não estou disponível.
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