cai a luz impura, até doer, diz Eugénio de Andrade,
e eu aqui
sem ti
a baloiçar-me na cadeira.
pergunto-me quando não estás:
onde andarão os teus dedos?
a minha língua
narcotizada, pede-me que volte a eles
sem medos, por mais um dia.
mas um dia que nunca chegue.
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